ação


Addams Family Values

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Gênero: Rpg/Ação
Ano: 1994
Fabricante: Ocean

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Confesso que nunca vi muita graça na Família Addams, seja em desenho animado, filme ou seriado. Assisti alguns episódios do desenho quando era criança, vi algumas cenas de filme, cheguei a rir das trapalhadas da mãozinha, mas nunca passou disso. Sempre foi algo meio sem sal, forçado e sem graça. Nem o Raul Julia no papel do Gomez mudou minha cabeça....

Mas confesso que a série tem lá seu charme, os personagens são bacanas e a música tema se tornou um clássico inquestionável. Mas, e os games baseados nela?

É sobre um deles que vamos falar hoje...

Values tem seu foco em um adventure/rpg, mais voltado pra exploração de cenários. De cara, ele lembra muito Zelda, Alundra e outros similares, por sua visão ser de cima e os cenários serem cheios de passagens secretas e até alguns puzzles. Mas o jogo entrega mais que isso.

Algumas vezes é preciso procurar por chaves ou itens e entregá-los aos personagens corretos, para que esses abram passagens ou liberem algum caminho no qual devemos seguir. Esqueci de mencionar que aqui, ao contrário dos outros jogos da família, jogamos com tio Chico (Fester), ao invés de Gomez.

Tio Chico tem apenas um tipo de ataque, um raio azul que perde a força quando ele é atingido por inimigos. Com um humor ácido e sarcástico, tio Chico dá um bom tempero à história com alguns diálogos hilariantes.


Falando em história, o jogo segue quase à risca a história do segundo filme...........bom, se alguém não assistiu ou não se lembra, segundo a Wikipédia (sempre ela), o enredo gira em torno do novo filho de Gomez e Mortiça, o tal Pubert.

No game, o moleque some e cabe a tio Chico ir atrás dele, desvendando os mistérios de locais sombrios.

Não assisti ao filme e tão pouco joguei até o fim o game, mas em inúmeras partes tio Chico parece bastante preocupado com seu sobrinho, portanto, é tudo em nome do resgate de Pubert.......o que daria um sobrenome mais interessante ao game do que simplesmente VALUES.....

Enfim, histórias confusas de lado, o game tem bons gráficos e controles firmes. Em alguns momentos é perfeitamente normal ficar perdido pelo cenário, visto que algumas passagens não dão o menor indício de existir, cabendo ao jogador explorar ao máximo todos os cantinhos de florestas e dungeons.

Os cenários são bastante vivos, com vegetação se movendo, tumbas cheias de detalhes, pântanos etc. Os gráficos do jogo são bem interessantes mesmo. O que não se pode dizer o mesmo do som e das músicas, bem precários. Na verdade, eles mal aparecem no game, pelo menos...

Values tem realmente seu valor (dã), é um bom game de exploração, tem vários segredos e muitos itens pra se colecionar, só não espere muito acabamento nos combates e puzzles. É um jogo pra se jogar num fim de domingo, apenas pra relaxar, sem nada tão complicado pra resolver ou destruir...





  
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sky Blazer

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Gênero: Ação
Ano: 1993
Fabricante: Sony

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Jogos de plataforma, ao contrário dos tempos atuais, eram fartos nos 16 bits. A série Mario e Sonic, maiores expoentes da época, geralmente lideravam as escolhas nas locadoras nos finais de semana, o que fazia muita gente alugar o que não queria apenas pra não passar em branco o sábado e domingo. Como eu vivo falando aqui, muitos jogos acabavam sendo descobertos nessas "locações forçadas", jogos que muitas vezes rivalizavam com os medalhões da época, ou que simplesmente valiam o preço pago pela locação.

Sky Blazer, muito provavelmente, se encaixava na segunda opção. O game não é um primor como um Super Mario World, nem tem uma evolução gráfica nítida como um Sonic 3, mas é divertido pacas. A história, apesar de simples, era um belo pano de fundo para a aventura de Sky, com a missão básica de salvar uma princesa em perigo. Para tal façanha, ele recebe conselhos e a ajuda de um velho mago. Como eu disse, a história é bem simples, mas não é só de história que se faz um bom jogo...

Sky Blazer é um belo game de plataforma. Sky pode escalar paredes, pular bem alto, bater nos inimigos e usar muitos poderes conforme o avanço pelo jogo. Os controles respondem bem, apesar do personagem ser meio duro quando está no ar. Sobre as magias, Sky vai ganhando diversos poderes conforme avança pelas fases. Vão desde poderes para atravessar abismos ou até mesmo disparar projéteis em inimigos, dando uma variedade enorme ao game.

Unindo-se ao gameplay variado estão um dos melhores gráficos do SNES. A palheta de cores usada aqui é enorme, o game é bem colorido e faz muito uso de zoom in/out, bem como a sensação de profundidade nas fases de vôo. Os inimigos são bem detalhados, como chefes gigantes e as fases contém alguns elementos bem bacanas, como a chuva logo no comecinho ou a tempestade de areia na fase do precipício. O game conta também com um mapinha bem bacana para mostrar o avanço do jogador, bem como permitir a escolha das fases após um determinado tempo de jogo. As músicas e efeitos sonoros são ótimos. Desde as primeiras melodias até os efeitos de socos e magias, Sky Blazer não deixa a peteca cair.

Com tantas coisas legais, por que Sky Blazer é tão pouco conhecido? Talvez por aquilo que eu mencionei no começo ou até mesmo pela sua dificuldade acentuada. Vejam bem, o game não é nenhum Contra ou Yo! Noid, mas tem horas que a habilidade de Sky de grudar em paredes é tão requisitada que acaba irritando mesmo nos pequenos erros. Experimentem passar pela etapa de escalar a torre e me digam se não é frustrante cair lá de cima onde as plataformas mudam de lugar o tempo todo...

Enfim, quem não conhece deveria dar uma chance ao jogo. É um game muito bem feito, caprichado em todos os quesitos e que apenas peca um pouco nos controles, que poderiam ter sido melhor trabalhados.

Mas quando se tem um game dessa profundidade, cheio de magias bacanas pra ganhar e com um mapa pra explorar, os contras acabam sendo perdoados com o tempo.



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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Operation Logic Bomb

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Fabricante: Jaleco
Gênero: Ação
Ano de lançamento: 1993

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História

In-game não há nenhum texto/diálogo que conte o que se passa então traduzi o que diz atrás da embalagem do cartucho. A história até que é criativa mas não tem desenvolvimento, é só mesmo o que vocês vão ler abaixo.
Os melhores cientistas do mundo trabalharam no "Subspace Particle Transfer Project" que desmaterializa objetos e os envia para outro local (leia-se teletransporte). Eles tiveram sucesso teletransportando pequenas coisas entre distâncias curtas. Agora os cientistas vão fazer testes para transferir objetos cada vez maiores para distâncias mais longas. Foi perdido o contato com o laboratório de pesquisas pois alguém ou algo tomou o laboratório e fechou as comunicações. Não há informações sobre os intrusos e suas capacidades. Foram elaborados planos para atacar os invasores mas se falharem não restará outra alternativa a não ser destruir toda a instalação. Um agente especial chamado Logan/Hiro que está equipado com implantes bio-eletrônicos que lhe dão melhores e novas habilidades foi enviado para o laboratório e agora cabe a ele se infiltrar na instalação, neutralizar os inimigos e resgatar os cientistas que estão lá.

Gráficos
Nada de excepcional. Possui um visual bem colorido com cores bem vivas que fazem uma ótima combinação entre si. O destaque vai pra grande quantidade de detalhes e texturas nos cenários.

Música
Apesar de ter poucas músicas elas são ótimas e chamam a atenção já no ínício. A maioria tem um ritmo frenético combinando com a proposta do jogo. Tem uma música que é uma das mais sombrias que já ouvi em um game do SNES.

Sons
Poucos efeitos sonoros e repetitivos. Enjoam rápido.

Jogabilidade
A jogabilidade é simples e boa. É um game isométrico (eu acho). Em alguns momentos o campo de visão fica pequeno e quando você menos percebe os inimigos já estão muito em cima mas não incomoda muito. A única coisa que você faz é andar e atirar. Não há nada mais pra fazer a não ser mandar bala em tudo que atravessar seu caminho.

Dificuldade
É um game bem direto e não há momentos onde você fique sem saber o que fazer. Existem poucos tipos de inimigos, são robôs e são fáceis de serem destruídos. Considero o jogo muito difícil, daquele tipo que você repete tantas vezes pra tentar terminar que acaba decorando onde os inimigos aparecem e o que fazem. Mas eu não acabei de dizer que o jogo é bem direto e os inimigos são fáceis? Sim! Já explico... O problema são os chefões, aí vocês exclamam: "Mas os chefões devem ser difíceis!" Mas nesse caso a dificuldade foi mal aplicada. Quando começa a batalha contra eles você logo percebe que vai morrer sem ter feito quase nada. Você fica desesperadamente tentando fugir dos ataques mas é inútil pois sempre te acertam e não sobra tempo pra armar uma estratégia para derotá-los. A manha é encontrar a posição certa na tela e ficar lá atirando, quase nem é preciso sair do lugar. Existem apenas 3 chefões sendo que o 1º é mole mole e só restam 2 que vão lhe dar dor de cabeça.

Replay
Se você jogar no console, não tendo aquelas ajudinhas que tem no emulador o fator replay é zero absoluto pois como eu disse acima, você joga e re-joga tantas vezes pra tentar zerar que depois de conseguir (se conseguir) vai querer passar bem longe dele por muito tempo.

Diversão
Rende um tempinho de diversão mas nada viciante. A temática de ficção científica com músicas hora frenéticas hora sombrias acabam prendendo sua atenção logo no começo, fazendo você querer ir em frente mais do que a própria diversão da jogabilidade.

 


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sábado, 2 de junho de 2012

Time Slip

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Gênero: Ação
Ano: 1993
Fabricante: Vik Tokai

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Se um dia desejarem jogar algo similar a Contra com qualidade, esse jogo é Timeslip. O game é quase uma cópia de Contra, se diferenciando pela energia que pode ser recarregável e pelas armas, menos fantásticas, eu diria.

O enredo é basico, com alienígenas infestando diversas eras antigas do nosso planetinha, tendo apenas o coronel Vincent como obstáculo, ou seja: nós. Mesmo com semelhanças com o clássico Contra, Timeslip consegue se sobressair e mostrar um bom game no campo do tiroteio, na época dominado pelo jogo da Konami.

Em Timeslip controlamos Vincent, como eu havia dito. Os controles permitem se deitar, subir escadas, saltar e metralhar, METRALHAR MUITO! O jogo é 100% estar atirando em algo sem parar! Mesmo assim, sobra um tempinho pra usar alguma granada ou bomba especial, bem como dar uma explorada nos cenários, lotados de itens escondidos. Itens esses que vão desde melhora da arma principal até vidas, bombas e energia.

Os gráficos do jogo são ótimos, sem slowdowns, com boa movimentação dos personagens na tela e com variedade de cenários. Sendo uma viagem no tempo, espere encontrar cenários egípcios, florestas, templos, etc, tudo feito com muito capricho. Em algumas etapas é possível controlar uma motoca nervosa e atravessar grandes distâncias na base do tiroteio.

Se por um lado o jogo é bonito e gostoso de jogar, pelo outro eu destaco a dificuldade do título. O game não força a barra como Contra, mas é difícil pra burro! Sua energia dá uma esperança à mais, e é fácil juntar umas sete vidas logo nas primeiras etapas, mas quando chegar no segundo chefe e, logo em seguida, na fase da moto, entenderá o que estou dizendo. Aliás, não posso falar muito da dificuldade de Timeslip sendo um pato em Contra, mas que o jogo não é nada fácil, isso ele definitivamente não é.

Alguns inimigos estão sempre localizados em pontos específicos onde acertá-los fica complicado, mas ser alvejado é facílimo. Vincent pode subir escadas e atirar do topo delas, mas nem isso ajuda às vezes.

O jogo é repleto de chefes, geralmente dragões e criaturas místicas. A maioria tem seu "manual de instruções", repetindo sua onda de ataques infinitamente. Assim que pegar o jeito (devido à velocidade dos ataques), já terá perdido uma boa quantia de energia ou até mesmo de vidas.

Mesmo sem continues e sendo difícil pra caramba, Timeslip ainda assim é uma boa alternativa à série Contra. Ele tem bons controles, músicas legais e gráficos bonitos. Se dificuldade não for problema, poderá encontrar um game viciante e bem feito aqui.


 



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sábado, 26 de maio de 2012

Indiana Jones' Greatest Adventures

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Gênero: Ação
Ano: 1994
Fabricante: LucasArtes 

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História

Este game traz ao SNES os três primeiros filmes de Indiana Jones em um único cartucho, com as aventuras do arqueólogo sendo contadas através das fases e de cutscenes entre as mesmas.

Gráficos

São ótimos; os personagens e inimigos são muito bem feitos e detalhados, sendo bastante fiéis aos filmes; os cenários são ótimos, muito bem feitos, ricamente detalhados e bastante diversificados, retratando muito bem os locais por onde Indiana Jones passou; entre as fases há cutscenes estáticas que ajudam a contar a história; a animação do jogo flui bem.
Imagens do jogo

Som

Ótimo; as músicas presentes são muito boas, combinando muito bem com as fases e sendo bastante fiéis a trilha sonora dos filmes; o destaque da trilha sonora do jogo está na excelente versão da música tema de Indiana Jones presente no game; os efeitos sonoros são muito bons.

Jogabilidade

Ótima, com bons controles; a jogabilidade de Indiana Jones' Greatest Adventures é bastante simples e direta, porém, sem ser simplória, o protagonista deve passar por diversas fases, que recriam momentos célebres dos filmes, como a memorável cena da pedra gigante que começa a rolar atrás de Indiana Jones após ele ter pegado um artefato.
A movimentação do protagonista não esconde segredos e disponibiliza ao jogador tudo aquilo que ele precisa para superar os desafios apresentados; Indiana Jones tem algumas habilidades interessantes nesse jogo, sendo capaz de rolar para passar por lugares estreitos; a primeira forma de ataque disponível é um soco, mas é possível encontrar com relativa facilidade pelos cenários o clássico chicote, com ele Indiana Jones pode atacar inimigos e superar alguns obstáculos, também é possível encontrar granadas, que destroem todos os inimigos na tela, mas elas são raras, também é possível encontrar armas de fogo, que possuem munição ilimitada. A dificuldade é um pouco alta e o progresso do jogador pode ser salvo através de passwords.

Considerações finais

Indiana Jones' Greatest Adventures é um ótimo jogo, pois consegue não apenas recriar momentos clássicos dos filmes de Indiana Jones, como também proporcionar um ótimo desafio; em suma, um game mais que recomendado!


 

Créditos Review: Gabriel

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

The Firemen

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Gênero: Ação/Simulação
Ano: 1994
Fabricante: Human Corporation

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Jogos com o tema de bombeiros além de serem raros de existir, compartilham também a fama de serem ruins demais. De cabeça, me lembro do jogo do Atari onde era preciso subir pela escada do caminhão enquanto jogava água em um prédio em chamas. Em outro game, você controlava o próprio bombeiro em diversas salas enquanto extinguia as chamas. De todos os jogos de envolvendo bombeiros que joguei, esse para SNES talvez seja o melhor deles.

O jogo, antes de mais nada, conta uma pequena história de luta contra o tempo para salvar pessoas e sair vivo de um prédio em chamas, tudo isso em pleno natal. Danny e Pete são exímios bombeiros que foram convocados à entrar no edifício, salvar as pessoas e tentar acabar com as chamas do local. Controlando um deles, a CPU se encarrega de controlar o outro, que usa um machado para acabar com o fogo. No controle do personagem principal, temos desde a previsível mangueira d'água infinita, além de bombas de água e de habilidades como se arrastar para passar em frestas, etc.

Do ponto de vista técnico, o jogo exibe gráficos convincentes, mas nada excepcionais. A movimentação tanto dos bombeiros como das chamas são bem feitas, assim como os cenários que, apesar de repetitivos (afinal, estamos em um prédio), são bem feitos também.

Acredito que o maior trunfo do jogo seja sua jogabilidade: as chamas são variadas e muitas delas exigem uma certa estratégia de combate, como atacar pela diagonal, usar o borrifador ou até mesmo jogar uma bomba para dar uma limpada na tela. Além do fogo por todo lado, perigos como o chão se quebrando ou dutos de ar explodindo são frequentes, dando uma variedade bacana à dificuldade apresentada pelo jogo.

Além disso tudo, o game apresenta chefes, que são na verdade algum tipo de fogo incontrolável ou algum robô maluco que solta fogo por todo lado, mas que não deixa de agregar muito ao jogo, fazendo ele se diferenciar da maioria do seu estilo.

Concluindo,é um jogo bem criativo diante da massa de jogos do estilo que pecam pela repetição e não inovam em nada. Apesar da época, The Firemen, na minha opinião, ainda vai figurar no topo de muitas listas de melhores jogos sobre os verdadeiros heróis da humanidade.


 


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sábado, 21 de janeiro de 2012

The Mask

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Gênero: Ação
Ano: 1995
Fabricante: THQ Inc/Black Pearl

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Quem foi criança na década de 1990 e não ouviu falar de Stanley Ipkiss, sua carreira fracassada como funcionário de banco e seu cachorro Mailon que atire a primeira pedra. Se nunca ouviu falar, que tal “O Máscara”? Lembra alguma coisa na sua infância? Sim, meus amigos. Sucesso nas telonas em 1994 e diversão garantida nas manhãs da TV Globo em Bambuluá, o Máscara chegou um ano depois para seus fãs donos de Super Nintendo. Totalmente baseado no filme homônimo, o jogo ficou bastante conhecido entre a criançada por dois motivos: era o Máscara ali, claro, e sua dificuldade absurda.

Como de costume, naquela época eu ia à locadora de games às sextas para alugar 3 cartuchos para o fim de semana. Para a minha surpresa, pouco tempo depois de assistir ao filme, fui informado que novos jogos haviam chegado à locadora e entre eles estava The Mask. Sim, o meu filme preferido à época ganhara um jogo e eu estava sedento para jogar e zerá-lo.

Depois de chegar em casa, assoprar o cartucho e ligar o console, fui surpreendido novamente por um jogo visualmente agradável, com músicas que me relembravam o filme e animações idem. Os cenários, de certa forma, também me faziam lembrar do filme que assistira incontadas vezes em poucos meses – sim, eu alugava e realugava o mesmo filme várias vezes. O maldito relógio despertador estava lá - o martelo usado pelo Máscara para destrui-lo também –, as luvas vermelhas de boxe, a metralhadora, as caras e piadas. Tudo remetia ao filme, menos uma coisa.

Em poucos minutos de jogatina The Mask se revela um jogo difícil. O problema é que essa sensação de dificuldade não vem dos desafios ou dos seus inimigos, mas da forma como ele foi feito. Cada vez que você dá uma martelada em um despertador irritante daqueles, ou que você sai quebrando tudo em forma de tornado, você consome pontos reservados para esses “especiais”. Irritado com os despertadores frexados, ou sem paciência de derrotar aquele inimigo que solta tiros para cima e para baixo, você acaba usando os “especiais” indiscriminadamente. Você só pode fazer três coisas sem gastar os tais pontos: andar, pular e socar – o que não é muito efetivo.

Resultado: 5 das 6 fases do jogo possuem um chefão no final e por mais que você “economize” seus pontos de especial, você nunca terá o suficiente para vencê-los. Isso porque os ditos pontos são limitados a 500 e por mais que você pense que são muitos, na hora do desespero perceberá que não servem para quase nada. Das duas, uma: ou você é muito paciente para lidar com os movimentos apelões dos chefes e os derrota com soquinhos, ou morre e volta para o último checkpoint e recomeça a luta distribuindo martelada aqui e acolá.

Para aumentar mais ainda a dificuldade, o jogo não dispõe de métodos que permitam o jogador salvar o jogo, nem mesmo os famigerados passwords. Se você acabar com todas as suas vidas, volta para a primeira fase. E não, não adianta aumentar a quantidade de vidas e nem diminuir a dificuldade nas opções – o jogo continuará te sacaneando, do jeito que o Máscara faria.

Apesar do sentimento de frustração causado por suas limitações, The Mask entrega o que promete. A fidelidade ao bom filme é algo que para a época surpreende: algumas músicas da trilha sonora nos remete a momentos específicos do filme – como no Coco Bongo, última fase do jogo –, os movimentos do personagem foram muito bem elaborados e as animações estão exatamente iguais às do filme. A jogabilidade também é outro aspecto positivo. Em poucos minutos você já estará familiarizado com os controles e com a “física” do jogo sem maiores problemas.

The Mask é o típico jogo que levou desafio a seus jogadores, fazendo-os perder horas e horas para chegar à última fase – algo bem difícil, até para os dias de hoje. A sensação que fica ao jogá-lo novamente é a de saudade – das locadoras, de personagens da nossa infância e de jogos baseados em filmes que, apesar de limitados, eram muito bons. Sim, apesar dos pesares, The Mask é um bom jogo sim. Que alguém segure ele! 





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domingo, 15 de janeiro de 2012

Super Turrican

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Fabricante: Seika Corp
Gênero: Ação

Ano de lançamento: 1993
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Jogos de tiroteio nos 16 bits faziam um sucesso tremendo. Geralmente, tínhamos um boneco com alguma arma infinita que pegava power-ups para melhorá-la enquanto metralhava tudo na tela. Posso citar vários deles aqui, muitos conhecidíssimos como Contra ou Gunstar Heroes, mas, de todos esses, Turrican (ou Super Turrican, no caso) é bem diferente e, digamos, inovador.

A história do jogo gira em torno de um grande tirano que congelou bilhões de seres em um planeta. Um herói sem nome é chamado e, após vestir o traje Turrican, vai de encontro ao planeta atingido se vingar do malfeitor. Super Turrican chegou timidamente ao SNES. Com diversas versões para vários consoles, essa do SNES é a que mais se destaca, juntamente com a do Mega Drive. O básico é atirar sem parar enquanto pega power-ups e estraçalha inimigos pelo caminho. Só que o diferencial fica pra justamente os power-ups: de forma diferente de outros jogos, eles surgem aos montes, muitas vezes mais confundindo do que ajudando o jogador.

São 3 tipos de tiros, divididos por cores: amarelo, azul e vermelho. Geralmente eles ficam em cápsulas invisíveis, aparecendo somente quando são atingidas no ar, o que é mais um motivo para não soltar o dedo do botão de tiro por nenhum segundo sequer. Ao acertar as cápsulas, pulam dela os power-ups de todas as cores, o que complica se você tem em mente evoluir somente um tipo de arma. Claro que isso acaba não atrapalhando tanto, mas isso se deve pelo jogo ser frenético do começo ao fim.

O que realmente pode atrapalhar são os controles. Turrican pode virar uma bolinha e rolar pelo chão, apertando pra baixo e botão de salto. Isso ajuda a entrar em lugares estreitos e acabar com inimigos de forma mais fácil, mas a transformação tem limite de tempo medido por uma barrinha abaixo da energia. Se ela se esgotar, adeus bolinha. Dito isso, é comum você estar atirando abaixado e apertar, sem querer, o botão de salto e sair rolando pelo cenário, acabando com qualquer estratégia de ataque aos inimigos mais complicados.

Outro problema chato é que Turrican não atira para o alto nem nas diagonais. Ou é em pé ou abaixado, só! A única forma de atingir inimigos em locais mais altos é usar a arma amarela, que rebate nas paredes. É um dos defeitos mais graves da jogabilidade, mas que não chega a compremeter tanto assim.

Diferente da versão do Mega, este Turrican não é tão difícil. Dá pra jogar na boa e ir limpando a tela dos inimigos enquanto avança coletando os itens. Os gráficos são ótimos, com cenários bem variados, indo desde cavernas, cenários em indústrias, cachoeiras, neve e tantos outros. As músicas não empolgam, principalmente em um jogo como esse, que merecia ter músicas mais frenéticas.

Pra quem gosta de um tiroteio sem o menor sentido e muitos itens pra coletar, Super Turrican é uma ótima pedida.





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